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E NÓS OS ADULTOS?

Nós os adultos, Acreditamos saber O que se passa hoje no mundo. Mas não sabemos, Estamos cegos e anestesiados pela Decepção da desilusão de nossa “desadolescencia”. A nova geração, Eles sim sabem, Sabem dos problemas e da solução. Ainda estão vivos, As cataratas da falta de recursos Ainda não cobriram seus olhos, O vento da responsabilidade Ainda não apagou suas chamas de coragem. Ao contrario do que Nos os adultos pensamos, Eles não criaram para si Um forte que lhes protegesse Da realidade e da verdade do mundo. Criaram para si armaduras Para enfrentar de frente a falsidade. E nós os adultos, Ocupados em buscar recursos, Em criar em nós coragem, Em fugir da violenta verdade e Usando como escudo a falsidade, Não temos tempo para saber O que acontece no mundo.

O que sera de seus filhos?

Um tolo gesto de confiança, Sempre precede uma traição. Um tolo gesto de confiança, Sempre precede uma tentativa de humilhação. Mas qual valor, Agrega a vossa índole, Tão baixo comportamento? Quão bom  é pra si, A traição e a humilhação alheia? O que contará a seus filhos E como capaz de impedir que Sua prole o traia, que Sua amada prole lhe faça de humilhado? Como impedir que Por ganância, Seu tolo gesto de confiança, Não preceda, Seus miolos espalhados sobre o travesseiro Em função dos golpes febris de um filho traiçoeiro?

Quem me dera, julgado como Soneto.

Ah,   quanta doçura eu vejo Nas suas palavras sujas E tremulas de medo. Ah,   quanta esperança Jogada a guia das calçadas Para seguir junto a restos de ratos Rumo aos bueiros. Ah,   quanta negligência Ao carregar nos ombros, Ferido de guerra, o velho parceiro. Ah,   todo esse sangue, Que alimentaria mil demônios E molharia de dez mil vampiros os beijos. Ah,   todo esse café, Essa poesia, Esse tormento. Ah,   quem me dera julgado como Soneto.

QUAL MIL TAMBORES

A necessidade  De expressao do odio, Se faz constante e intensa. Quando as opnioes divergem, As cordas vocais Afinan-se e alteiam, A caixa do peito estufa E infla os pulmoes com ar. Enfim explode, rompe Em trovoadas Qual mil tambores. É o grito do insulto e do medo, Qual mil tambores Do pavor e do desespero. Qual mil tambores E assim as agonias se vao. Qual mil tambores.

Inspiração Marginal.

Hoje cago pouco, Porque como pouco. Antes, Comia muito e, Não cagava nada.

CORREEEEIOssss

O Clã, A Caravana, A Marcha funebre, Prossegue. Trazendo e levando, (Como um serviço caro que Faz com que seja bem prestado Pelos "Correios")  Tristezas e alegrias. E enquanto segue O coadjuvante aprecia, Anota, Avalia, Pondera, Soma, Divide e chega a conclusão Sócrates tinha razão. "Quero que saia, estas a bloquear os meus raios de Sol."

Essa vai assim, sem diagramação e sem correção, só pressão.

A tristeza sempre foi minha maquina de fazer poesia, Esculpida num bloco de argila, Umedecida com lagrimas sofridas, Me desculpa se não vejo beleza mas é que o que te soa belo pra mim é triseza. É funebre, luzes baixas e calmas, as cores das flores da coroa sao iguais as da sacada de casa. O brilho de um raio de sol Refletido na gota de orvalho é igual A luz da capela na lagrima daquela q chora sofrida Naquele triste momento de despedida. Mira, o caminhar da bonita Nos cabelos da pra perceber a brisa da tarde enquanto segue pela avenida, Mas o olhar se desvia e é a mendiga de vinte e poucos e, tantos anos, acariando a barriga cheia com uma nova vida. Ela tambem queria estar la, nas passarelas igual a bonita q acabou de passar. Deu pra enteder porque é que eu digo que ver a beleza pra mim as vezes é castigo.