Sempre existiu um demônio aqui, Confuso, assustado e reprimido. Com medo de ser quem deveria ser. Com medo de se arrepender. Um demônio as avessas Ama flores, crianças e brincadeiras. Salva animais, ajuda idosos. Faz pela beleza Expulso do inferno, Por falta de frieza, Não seria capaz De espalhar a tristeza.
Nós os adultos, Acreditamos saber O que se passa hoje no mundo. Mas não sabemos, Estamos cegos e anestesiados pela Decepção da desilusão de nossa “desadolescencia”. A nova geração, Eles sim sabem, Sabem dos problemas e da solução. Ainda estão vivos, As cataratas da falta de recursos Ainda não cobriram seus olhos, O vento da responsabilidade Ainda não apagou suas chamas de coragem. Ao contrario do que Nos os adultos pensamos, Eles não criaram para si Um forte que lhes protegesse Da realidade e da verdade do mundo. Criaram para si armaduras Para enfrentar de frente a falsidade. E nós os adultos, Ocupados em buscar recursos, Em criar em nós coragem, Em fugir da violenta verdade e Usando como escudo a falsidade, Não temos tempo para saber O que acontece no mundo.
Um tolo gesto de confiança, Sempre precede uma traição. Um tolo gesto de confiança, Sempre precede uma tentativa de humilhação. Mas qual valor, Agrega a vossa índole, Tão baixo comportamento? Quão bom é pra si, A traição e a humilhação alheia? O que contará a seus filhos E como capaz de impedir que Sua prole o traia, que Sua amada prole lhe faça de humilhado? Como impedir que Por ganância, Seu tolo gesto de confiança, Não preceda, Seus miolos espalhados sobre o travesseiro Em função dos golpes febris de um filho traiçoeiro?
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