Sempre existiu um demônio aqui, Confuso, assustado e reprimido. Com medo de ser quem deveria ser. Com medo de se arrepender. Um demônio as avessas Ama flores, crianças e brincadeiras. Salva animais, ajuda idosos. Faz pela beleza Expulso do inferno, Por falta de frieza, Não seria capaz De espalhar a tristeza.
E se todas as crianças desobedecerem, E repentinamente nao quiserem crescer? Nao aspirarem aos teus carros e cargos, Ternos, gravatas e sapatos? E se elas nao quiserem brincar de correr, Brincar de brigar, de bola, de pega e de ganhar? E se as crianças rebeldes em campos de grama nao rirem dos mais fracos, Nem acharem graça em tombos e machucados, Não divertirem-se com a desgraça alheia? Que tipo de punição, você como severo, sábio e conservador PAI, ira empregar?
E quando novamente se sente indesejado em um grupo de pessoas q nem sabe porque quer se juntar? Qual desejo maldito deveria surgir e imergir junto com as lagrimas que disfarça pra nao ser descoberto e subjugado novamente e nem correr o risco da humilhação? Nao eh daqui - eles dizem calados Nao devia estar aqui - olham calados Nao sabe como se portar dentre estes - pensam calados Fuja, vá, desapareça, corra ate q seus sapatos nao tenham mais solas e quando olhar para traz saberá q ainda nao achou o seu lugar.
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