quinta-feira, 15 de março de 2012

ESPELHO


O olhar de desejo diante do espelho,
Um homem e o sonho de seus brinquedos
Palavras que cortam fundo, fundo no peito
Restos que se penduram no canto do espelho

Um espelho pequeno, com moldura cor de laranja e
Sujeira no canto, (quem lavaria um espelho?).

Distorção aguda tranqüiliza a alma
Distorção grave da ritmo ao coração
O espelho guarda bem segredos e acalma,
Não escreverá seu nome no chão.

Um espelho pequeno, com moldura cor de laranja e
Sujeira no canto, (quem lavaria um espelho?).








terça-feira, 13 de março de 2012

Ódio eterno de uma mente cheia de lembranças.


As recordações é o que me tira do sério.
Lembrar coisas boas que se tornaram
Quase impossíveis.
Tipo quando era criança, adolescente, lembra?

As recordações é o que me traz nojo.
Não consigo entender os erros que,
Marcaram para sempre.
Como pude ser tão ingênuo,  supérfluo, lembra?

Mas é assim quando não se esquece.
É assim quando da valor ao que passa.
É assim quando se deita sempre em sua “Época de ouro”
E acorda na “Época de restos”.

quinta-feira, 8 de março de 2012

8 DE MARÇO - PARABÉNS MULHER.


De todos os seres evolutivos,
O que mais evolui é você.
Dos gêneros conhecidos,
O mais forte é você.

Há pouco era "Dona de casa",
Já hoje a "Dona da casa".
Com esse  jeitinho manhoso,
Nunca pede, deixa a entender.
Com esse pouco que faz,
Tudo consegue ter.

Não há profissão que lhe impeça,
Mesmo quando entre tijolos e martelos,
Naquele momento que
Põe a mecha de cabelo atrás da orelha.
Derrete cada homem e nos deixa de joelhos.

quarta-feira, 7 de março de 2012

RATOS...


O tempo passou e aprendi a viver.
Viver como rato, Oculto nos cantos.
Observando a vivência dos humanos normais, que
Fazem tudo o que o rato gostaria de fazer.
Mas o rato se esconde, é mais seguro,
Mais fácil e menos incerto, porem,
Bem menos sincero.
Rato, sobrevivendo à base de pequenos vícios
Pra deixar a rotina ao menos aceitável.  

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cala-te boca maldita


Cala-te boca maldita,

Se não for para amaldiçoar,
Não se abra.

Se não for para causar intriga,
Não se abra.

Se não tens a quem condenar,
Não se abra

Não faz parte disto.
Não pertence a isto.
Não causa riso,
Nem encanto.

Calo-te boca maldita.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

PERDÃO, SOU UM PECADOR EM VÃO.


Desejos promíscuos,
Quem é que não tem,
Mas há de ser cruel demais
Alimentar-se desse fél.

Que é o gosto, de outro alguém sangrar?
Se dos olhos derramar
As gotas de angustia.
Suplicas falso perdão,
Sabe quem tu és
E que de novo, vai sangrar por ti.

Olhas nos meus olhos
Por detrás do espelho,
Tão quais quanto os teus.
Me diz:
Pra que mais dela quer ?
Se pra ela não se quer dar.

Sangra ti então
Esforça-te pelo perdão
Ou deita logo o leite ao chão.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

HOJE ALIMENTEI UM DEMÔNIO.


Hoje alimentei um Demônio
Com uma taça de sangue
E três moedas de ouro.

Por menos provável que fosse
No primeiro e único vacilo
Enganei-o.

Amarrei com cordas de ódio,
Prendi seus pés com correntes de rancor e
Amordacei-lhe com trapos de desejo.

Com alicates de agonia,
Arranquei um a um seus dentes.

Com martelos de  desprezo
Martelei cada um de seus dedos.

Com mãos de vingança
Arranquei seus cornos e
Com os mesmos perfurei
Diversas vezes, seu abdômen.

De suas vísceras fiz um colar,
Adornado com perolas que fiz de seus olhos

Sua genitália dei, para que seu cão se alimente
Assim como com todos seus restos.

E não tenha medo,
Estarei sentado aqui
Velando-te
Ate que o cão devore seus últimos vestígios.

De tudo,
O que extraio de ruim
É o saber que
Durante anos, sempre  esteve aqui dentro.


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