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O nome da flor

Quem é você, oh Puta? Joana, Maria, Stefanna, Augusta. Todos os nomes posso amar, Mas o teu não me quer contar. Não preza pela sanidade, Na alcova torna-se louca Sacia as fantasias. Mas priva-me da boca. É santa, a tua aos beijos, Nem tanto quando de joelhos. Executa com maestria, me mostra maravilhas. Quando toca em minha virilha. Pago pelo corpo em busca do amor, Cobra pelo esforço com nojo e horror. Tem o poder de não se fazer estar, Ainda que a companhia venha a agradar. Espera por aquele que quando beijar, Tua gruta toda consiga inundar. Que lhe umedeça por inteira E em uma explosão te faça gozar. O príncipe que com grande louvor, Traga a rosa do amor O único enfim merecedor. De conhecer o nome flor.

Bendito seja o fruto do vosso ventre

Fruto esse Nascido entre gemidos, Sangue e dor. Santo ventre, Primeira morada nossa. Sofre tu. Oh mulher. No intuito de fazer A Vida. Ver crescer, Ensinar a andar, Escreve e ler. Ver crescer, Mesmo que entre destroços, Entre restos e ossos. O fruto é teu, E so tu sabe O valor que ele tem. So ele sabe, O valor que não lhe dão Mas que mais que merecido Lhe é. Parabéns Mulher.

CRUZ, PREGOS E UM SACO DE MOEDAS

Enquanto vagueio Por entre destroços de mim mesmo Percebo o porque do desespero. Pedaços mal destruídos, outros ate intactos Um braço, uma orelha, a glande de um pênis. Arrependido? Não, Culpado, pela falta de fé E de coragem para crer na suposta fé. Sinto que quando comecei, Deveria ter me esforçado mais, Me destruído mais Para que partes não sobrassem Apenas pó e o resto do pó. Sinto que é chegada novamente A hora de desistir. Mas não vou, não desta vez. Tudo não passa de uma tragédia grega, Tão tola quanto a do filho que mandou matar O pai. Ou aquela sobre o filho tolo que faz de tudo para que Matem-no pelo pai. Que venham os macacos e suas navalhas. Vos espero com uma “cruz, pregos e um saco de moedas” (Nene Altro – Dance Of Days).

As vezes é assim mesmo

Sem poética, sem rima sequencia fraca e nada de correção ortografica. Dias assim. Chuva, canções tristes e uma bela, organizada e espaçosa Oficina do Diabo.

Sou eu novamente.

Entro, saio Muda o numero, Sou eu de novo Vou ali e já volto, Voltei, mudou o numero. Sou eu, Pulou dois números, Será? Não, fui eu de novo Começo a ler pra passar o tédio. Na necessidade, leio o espelho. Mudou, dez números talvez, Mas sou eu, eu de novo, Sou eu novamente

Presente?

Faz tempo que não me sinto presente e não me sinto um presente faz tempo que meu tempo não é o presente não me sinto presente, aqui nem em lugar algum