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meu sangue valente

Hoje, aqui A terra onde o sol arde. A pele vermelha, desacostumada. Abandonado pela melhor amiga, Ela esta ferida, recuperando-se do trauma É estranho, mas é assim, No pos aniversario, No meu desaniversario. Existe uma imensa vontade De destruir tudo com palavra Restam apenas nove minutos E eu nem pude falar Do meu sangue valente.

O Barco

Um barco, Daqueles tipo canoa A beira Ca onde estou, Deserta. Aproxima-se devagar e convida, Recuso Pede-me, Nego Implora – me, Digo que não. Por fim, força-me. Amarra os pés, As mãos, Tapa a boca. Seqüestro. Queria gritar, Não posso Quero correr, não consigo. E é deserto. E é a barca, ela me leva Aproveito o balanço. Já não há o que eu possa fazer.

Do Café ao Cadaver

Hoje é um dia especial. Abalaram a estrutura de uma cidadezinha. A queda do líder, O motorista também foi, Lugar errado, Hora errada, Emprego errado. Com respeito ao finado, O prefeito foi pro saco. Mal esfriou o presunto e já comenta-se na padoca do centro. O coitado é a piada da vez, Entre garrafas de “escol” Geladas e apressadas. E o X –Tudo, O maior da cidade, Não fica pronto nunca. Fiz um amigo nesse meio tempo, Um não, dois. O chapeiro gordinho Que me trata bem pra disfarçar a demora E o atendente vesgo Que não me cobrou o café. E em meio a isso Encontra – se o carro dos suspeitos Logo ali na cidade vizinha Considerada uma maloca e tanto. Mas ninguém pensou no Vice?

La finestra di fronte

Eu juro, eu tentei te salvar Mas era preciso ajudar. As crianças precisavam escapar. Confeite um belo bolo, No intuito de lhe fazer sorrir. Depois de ti, as cores não são as mesmas. O vermelho não é mais tão vermelho assim, O céu não é tão azul assim. E eu aqui te vendo pela janela da frente Você não sabe o quanto doeu Quando vieram pra te levar. Eu juro, eu tentei te salvar Mas era preciso ajudar. As crianças precisavam escapar. Confeite um belo bolo, No intuito de lhe fazer sorrir. A vida passa através de uma janela. “ A janela da frente”. http://www.youtube.com/watch?v=fHID8-XzJMc

Independência

Aqui, tudo é calmo e seguro, A unica batalha travada é a do Street Fighter Alpha3. O rádio e suas velhas canções a alma acalma e os problemas se vão Lá fora, o medo, a chuva, as contas. todos vivem e revivem a mentira. Independente estou eu enquanto estiver aqui. mas é fato, esta quase na hora de sair.
Reavivar em mim, o amor e o ódio

tudo a seu tempo

Em contrapartida ao meu raciocinio nada logico, As faltas que a mim fazem; Nada, nada, nada. Papo de bebado sempre tem algo a dizer, Vozerio do inferno que me grita certezas incredulas e Sussurros intimos exprimem minha certeza Desadolescente. A ocasião é celebre, sempre é e sempre pede uma Berga